sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mallu Magalhães: "Posso me entrevistar sozinha" -Bah

Fenômeno pop lança o segundo álbum aos 17 anos.
Alinhar ao centro

Novo Hamburgo - O fenômeno pop Mallu Magalhães, revelada pela internet e conhecida por seu jeito peculiar em entrevistas, é uma garota sincera. Para lançar o seu segundo álbum, auto-intitulado, a garota de 17 anos o descreve como "um segundo passo, uma segunda tentativa". Mesmo com o ritmo acelerado de entrevistas sobre o novo trabalho, Mallu não utiliza o padrão de respostas que alguns artistas empregam diante de questionamentos da imprensa. A cada pergunta, "eu abro o coração mesmo", diz ela, que se incomoda com indagações sobre o namorado, Marcelo Camelo, e com jornalistas que não gravam a conversa e depois interpretam mal suas declarações.

O segundo disco apresenta uma Mallu mais madura até na voz. O CD contém seis canções em português e sete em inglês. No anterior, eram apenas duas em português, pois ela tinha vergonha de cantar no idioma. Em quatro faixas, Marcelo Camelo acompanha Mallu - três como backing vocal e uma como o responsável pelos assobios. Já nas lojas, o ábum é produzido por

Kassin, que trabalhou anteriormente com Caetano Veloso, Adriana Calcanhoto e Los Hermanos. Confira a entrevista que ela concedeu com exclusividade ao Caderno Bah! e vamos torcer para que a moça volte a subir o quanto antes nos palcos gaúchos.


Bah! - Como está o ritmo de entrevistas, Mallu?
Mallu -
Nessa fase de lançamento, é bastante coisa. Mas acho legal dar entrevista. Já sei até as perguntas: "Como foi trabalhar com o Kassin?" e "Como é namorar o Marcelo?". Posso me entrevistar sozinha, se quiser. Quando respondo, penso e trabalho os conteúdos. Então eu gosto. Respondo sempre, sou sincera. às vezes, me desgasto com isso. Abro o coração mesmo. Tem jornalista que não grava. Eu digo uma coisa, e ele acaba entendendo outra.

Bah! - Como tu defines este novo trabalho?
Mallu -
O resumo é que este é um segundo passo, uma segunda tentativa. E muito eclético, porque podia ter uma lado A e um lado B. Me sinto mais segura e madura agora, profissional e emocionalmente. Até a minha voz mudou, e gosto mais dela.

Bah! - Tu ficas brava quando perguntam do teu namorado?
Mallu -
Sei que é curiosidade das pessoas, mas eu fico, sim. O que eu realmente falaria sobre o meu relacionamento ninguém pergunta. Tento não expor a gente dessa forma. Preciso ter cuidado com o que eu falo.

Bah! - Quais foram as influências para o álbum?
Mallu -
Minha referência principal ainda é o Bob Dylan, mas estou mais eclética. Estou ouvindo de Maytals a Chico Buarque. Escuto muito Mutantes, Caetano... Você já escutou Maytals (grupo jamaicano de reggae)? Procura no
YouTube, é muito legal.

Bah! - O que te motiva a fazer música?
Mallu -
Minha inspiração vem do "movimento do sentir". Vem das minhas relações familiares, amorosas. Dos meus desencontros. Tudo isso é motivo para fazer música.

Bah! - Como é a Mallu Magalhães na aula?
Mallu -
Falto bastante. Sempre tive dificuldade em me relacionar. Tem que ter cuidado. Então, na aula, sou meio quieta, ninguém vem falar comigo. Acho que o pessoal fica envergonhado. É ruim entrar em um lugar e ver que as pessoas já te amam ou te odeiam. Escola é uma coisa estranha.

Bah! - E faculdade, tu queres cursar?
Mallu -
Pretendo, ainda. Mas, por enquanto, faço cursos livres. Os últimos que eu fiz foram de "Ilustração e Construção de Livros" e "Jornalismo de Moda". Esse de jornalismo foi bom para descobrir que não quero ser jornalista.
Não quero tantos limites. Talvez faça um curso de crônicas. Meus textos têm muitos adjetivos.